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quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Da relação Professor - Aluno

Caríssimos,

Nesta semana foram comemoradas duas datas muito caras ao blog Chutebol: o Dia das Crianças e o Dia do Professor. Não poderíamos nos furtar a deixar aqui umas palavrinhas...

[Clique na charge!]
Freud disse uma vez que a educação era das profissões impossíveis. O gênio da Bergasse 19 talvez estivesse apenas nos lembrando que sempre vai existir algo de indomável no ser humano. Claro, pois a partir de sua hipótese do inconsciente - logo de que não somos governados apenas pela razão - há o irredutível daquilo que é propriamente humano. Noutras palavras: você pode ensinar o que quiser; o que cada aluno vai aprender são outros quinhentos. Na charge acima, Calvin desnuda o 'insolúvel' da educação.

Daí que, no cotidiano do Chutebol, fica cada vez mais claro pra nós a importância de estar atento à singularidade do aluno. Não quero com isso fazer confusão com algo que considero tolo e infantil na cultura contemporânea em geral, a saber: a ideia narcisista de que tudo deve girar ao nosso redor. Mas sim de poder ficar atento às diferenças. 

Numa mesma atividade, transmitida para uma turma, a maneira de cada um se apropriar dela e seu próprio desempenho (e espontaneidade na ação) irá depender fatalmente de sua subjetividade: a história de vida, seu temperamento, a cultura familiar e social em que o fulaninho é criado e está inserido. Isso nos leva à ideia de que a base para a aprendizagem possível está evidentemente na qualidade da relação professor - aluno.

Tal relação é absolutamente a base do processo educativo. É fundamental estabelecer uma ponte  pessoa a pessoa com a criança. Tratá-la como 'tatibitati' ou, ao contrário, submetendo-a de maneira autoritária, dá no mesmo: ela não encontrará ambiente propício para se manifestar de modo espontâneo. Digo, para a criança ser espontânea, é preciso que o adulto também o seja. Conversar, abrir o jogo, poder mostrar-se alegre quando está - ou meio borocoxô, se for o caso. Claro, sem deixar a peteca cair. Os alunos entendem isso, porque eles também sentem como nós. Poder ser mais duro em alguns momentos, mais afável ou brincalhão em outros. Tipo a vida como ela é.

Se o professor estiver atento à condução do grupo, sem perder de vista a complexidade das singularidades (árdua tarefa!), tanto melhor será o ambiente e, consequentemente, os progressos pedagógicos. O blog Chutebol deixa aqui um grande abraço aos professores brasileiros por seu incansável trabalho - e outro para as crianças, por nos encherem de esperança todos os dias.

Saudações esportivas

14 comentários:

Murilo disse...

Biga, antes de tudo, ser professor é um dom, que misturado com estudo pode atingir a excelência. Até onde consigo ver, este é o caminho que você está trilhando e agradeço pela oportunidade de fazer parte deste processo através de meu filho. Meus sinceros parabéns.

Rodrigo Tupinambá Carvão disse...

Queisso rapaz, assim você me emociona... valeu a força, grande abraço!!

Patricia (Pipo) disse...

Feliz de ver que existem pessoas com esse tipo de preocupação !
Parabéns pelo seu trabalho!

Anônimo disse...

Força na tarefa, professor! Abços dos hippies de ray ban!

Leana disse...

Adorei! Abc

Xavier disse...

Rodrigo,
Adorei!
Beijos.
Maria Xavier.

Bruno Levinson disse...

Parabéns, Mestres!!!!!

Abraços,

Marcelle disse...

Aproveitando então, PARABÉNS pelo seu dia!!!!!!!

Maurício disse...

Parabéns, Mestre!

Um abraço
Maurício

Mirian disse...

Parabéns , queridos professores Rodrigo & Thiago!
Bjs,
Mirian&Luca

Rodrigo Tupinambá Carvão disse...

Brigadú!

Eugenia disse...

Oi Rodrigo

Show ! Simples, direto e certeiro ! GOOOOLLLLL !!!!!

Bjs

Eugenia

Camila Felipe disse...

Parabéns pelo trabalho que desenvolves com as crianças! Você é um professor que faz a diferença!!

Mauricio disse...

Fantástico!