Páginas

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Horário especial de férias: Jan/2015

Ritmo, é ritmo de férias! Podem começar a aquecer, porque a bola volta a rolar!



Segue abaixo o nosso horário especial de férias:

Aulas somente às 4as e 6as, nos seguintes horários:

9h = Alunos até 08 anos

17h15 = Alunos até 08 anos
18h15 = Alunos a partir de 09 anos


Juntamos as turmas das diversas faixas etárias nestes dois 'grupões': até 08 anos e a partir de 09. Muita gente viaja, então fica mais legal poder agrupar o pessoal assim, ok?

A bola rola numa boa e os alunos ficam liberados para frequentar de manhã e à tarde. 

Voltamos ao nosso horário regular a partir do dia 03/02.

Aquele abraço, saudações esportivas
 

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Feliz 2015!

Prezados (as),

O blog Chutebol entra em recesso - e vai de Manoel de Barros para nos dar um alento neste final de 2014 e início de 2015! Num mundo meio desencantado, excitado, com os vínculos sociais cada vez mais esgarçados, mantemos nosso compromisso com a infância; com o espaço-tempo do brincar - e com alguma poesia para encarar a dureza da vida. Logo abaixo, fotos da última semana de aulas, em que pais e filhotes puderam jogar bola juntos, se divertir, compartilhar enfim (sem ser no Facebook!) aquilo que é próprio do lúdico.

Desejamos a todos Boas Festas, e até 2015!


Achadouros

"Acho que o quintal onde a gente brincou é maior do que a cidade. A gente só descobre isso depois de grande. A gente descobre que o tamanho das coisas há que ser medido pela intimidade que temos com as coisas. Há de ser como acontece com o amor. Assim, as pedrinhas do nosso quintal são sempre maiores do que as outras pedrinhas do mundo. Justo pelo motivo da intimidade



Mas o que eu queria dizer sobre o nosso quintal é outra coisa. Aquilo que a negra Pombada, remanescente dos escravos do Recife, nos contava. Pombada contava aos meninos de Corumbá sobre achadouros. Que eram buracos que os holandeses, na fuga apressada do Brasil, faziam nos seus quintais para esconder suas moedas de ouro, dentro de grandes baús de couro. Os baús ficavam cheios de moedas dentro daqueles buracos.



Mas eu estava a pensar em achadouros de infâncias. Se a gente cavar um buraco ao pé da goiabeira do quintal, lá estará um guri ensaiando subir na goiabeira. Se a gente cavar um buraco ao pé do galinheiro, lá estará um guri tentando agarrar no rabo de uma lagartixa. 

Sou hoje um caçador de achadouros de infância. Vou meio dementado e enxada às costas a cavar no meu quintal vestígios dos meninos que fomos.

Hoje encontrei um baú cheio de punhetas."


['Memórias Inventadas - As Infâncias de Manoel de Barros', 2008]

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Torneio Interno Dezembro/14: Registro

Galerinha,

O Torneio Interno do último sábado foi demais! Nossos pequenos craques desfilaram  talento, gols e suor, sempre muito suor - porque só não sua quem fica jogando videogame! Em breve postaremos todas as fotos e enviaremos o link para o álbum, ok? Acompanhe abaixo as equipes, os resultados das partidas e as premiações especiais:

['Os Destruidores: Campeões com a torcida!]

Categoria até 09 anos (Capitães com*):

Campeão: Os Destruidores [Vicente Lisboa*, Luiz Fernando, Diogo Gavinho, Joca Zucolotto e Gabriel Brakarz].

Vice-Campeão: Os Artilheiros [Danilo*, Ricardo Sertã, Arthur Storino, Cecília, Felipe Stopatto, Rodrigo Tostes].

3o Lugar: Real Madri 2 [Lucas Monte Alto*, Felipe Jourdan, João Aloy, Luiz Fernando, Rafael Garcia].

4o Lugar: Ginásio [Gabriel Araújo*, Pietro, Antonio Salomone, Felipe de Souza, Arthur de Souza, Henrique Miranda].

5o Lugar: Real Madri 1 [João Naliato*, Matheus Bermudes, Bernardo Pessanha, Vinícius Dobbin, Humberto, Davi].

6o Lugar: Atlético Branco [Tom*, Gabriel Sampaio, Tomas Girardi, Antonio Mazini, Henrique Veiga].


Premiação Especial (a cor corresponde à equipe):

Craque: Vicente Lisboa
Artilheiro: Vicente Lisboa
Melhor Goleiro: Luiz Fernando
Medalha Raça: Felipe Jourdan

['Doli': Campeão nos momentos finais da partida!]


Categoria até 12 anos (Capitães com*):

Campeão: Doli [Rafael Bittencourt*, Gabriel Sierra, Josué, João Palhares, João Pedro Aquino, Artur Sérgio].

Vice-Campeão: Militares [Gabriel Quintas*, Pipo, Felipe Miranda, Breno Padilha, Paulo Sergio, Rodrigo Sampaio].

3o Lugar: Cavacas FC [Felipe Dalcomuni*, João Belfort, Rafael Toledano, Theo Cohen, Miguel Amorim, Davi Mesquita].

4o Lugar: Kriptonita [Marcelo Castellani*, Vinícius Velozo, Pedro Ribeiro, João Victor Terra, Pedro Pereira].

5o Lugar: Remes [Pedro Henrique Cardoso*, Pedro Bermudes, João Pedro Areas, Victor Granado, Yan Martorelli, Bernardo Mascarenhas].

6o Lugar: AzulCrinados [Antonio Balesdent*, Vicente Barone, Diogo Mattos, João Pedro Drummond, Gabriel Vaz, Pedro Bahia].


Premiação Especial (a cor corresponde à equipe):

Craque: Gabriel Quintas
Artilheiro: Felipe Dalcomuni
Melhor Goleiro: João Pedro Drummond
Medalha Raça: Diogo Mattos

[É Goooool!!!]
 ***
Gostaríamos de agradecer mais uma vez pelo apoio das famílias ao projeto. A competição pode ser vivenciada de várias maneiras. O que propomos é um acolhimento (que faz parte do que tenho chamado aqui de 'estofo emocional') para que a disputa não transborde a capacidade infanto-juvenil de suportá-la - perdendo assim sua razão de ser. Se realmente desejamos educar pelo esporte, talvez seja necessário lembrar por que jogamos: porque gostamos. E, para tanto, necessitamos (é um imperativo lógico) do adversário. Daí a estupidez irracional de tratá-lo como inimigo, com as consequências desatrosas que temos visto por aí.

Ao contrário, quando a prática educativa parte das possibilidades afetivas e da espontaneidade (e não basta o falatório do 'o importante é competir'; isso só pode ser construído no cotidiano), a disputa em si ganha um novo sentido. O sentido que cada um vai dar, talvez, mas dentro de um espírito mais amigável. É claro que a chapa esquenta muitas vezes, isso faz parte, dá uma graça mesmo. Mas dentro de certos limites, ainda mais quando se trata daquilo que insistimos em chamar de infância.

Bem, é isso aí. Ano que vem, tem mais!

Aquele abraço, saudações esportivas


sábado, 13 de dezembro de 2014

É Hoje!

É hoje o nosso Torneio Interno! A galera do Chutebol se junta e disputa um caneco entre os nossos! Premiação especial de artilheiro, craque, raça e goleiro! #adversárionãoéinimigo

 Foto: É hoje o nosso Torneio Interno! A galera do Chutebol se junta e disputa um caneco entre os nossos! Premiação especial de artilheiro, craque, raça e goleiro! #adversárionãoéinimigo

14h - alunos até 09 anos
17h - alunos até 12 anos
(Chegar 15 min. antes do horário previsto)

14h - alunos até 09 anos
17h - alunos até 12 anos
(Chegar 15 min. antes do horário previsto)

Vamos lá!

Aquele abraço, saudações esportivas

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Finais da Copa Futsal 2014: Tricampeão!

Prezados Torcedores Responsáveis,

Nas finais da Copa do Mundo de Futsal 2014 os grandes vencedores foram as crianças e adolescentes, que puderam desfrutar de um ambiente mais apropriado para jogar, para competir - e retribuíram com partidas de altíssima qualidade. Quem foi pode confirmar! O Chutebol levou para a Copinha a campanha 'Adversário não é inimigo!', que deu o tom das partidas decisivas. A arquibancada entendeu o recado e aplaudiu a união dos craques antes de cada jogo: basta de estupidez no esporte! E foi assim que vivemos um dia emocionante! Logo abaixo os resultados e os comentários das decisões:

[Chutebol e Hípica unidos antes da partida]
Categoria Sub-10:
Suíça 0x4 Portugal [semifinal 1]
Itália 2x1 Bósnia [semifinal 2]
Itália 2x2 Portugal [Final - Portugal 3x2 nos pênaltis]
Itália Vice-Campeã!

Categoria Sub-12:
Austrália 1x0 EUA [semifinal]
Austrália 2x1 Argentina [Final]  
Austrália Campeã!

Categoria Sub-14:
Japão 0x1 Irã [semifinal]

*Comentários:

O dia começou com a Austrália passando pela equipe dos EUA. Apesar do placar apertado, a equipe comandada pelo treinador Tiago Rigaud controlou bem a partida, oferecendo poucas chances ao adversário. Na final foi enfrentar a ótima Argentina, do craque Felipe Menezes (que havia aplicado mais uma sonora goleada na também ótima equipe do México, comandada por Renato Paiva - Clube Paissandu). Muito aplicada taticamente e com marcação cerrada sobre o craque, a Austrália equilibrou a partida e o jogo ficou 1 a 1. Até que o goleirão João Belfort pegou uma bola espirrada para seu campo e corajosamente, do meio da rua, arriscou o chute: saiu um foguete que estufou as redes da Argentina! Gol de goleiro e do título, já que a Austrália conseguiu segurar a pressão adversária até o final! Festa do Chutebol, que abocanhou um caneco pelo terceiro ano consecutivo na competição!

[Austrália: Campeã inquestionável!]
Logo em seguida a equipe do Japão foi disputar a semifinal da categoria sub-14. Fez uma partida que começou equilibrada e levou um gol bobo. A partir daí começou uma pressão tremenda pra cima do Irã, time comandado pelo treinador Alex Dardengo. O Irã se defendeu com bravura, e o Japão chutou a gol mais de uma dezena de vezes, algumas com muito perigo. No fim, acabou perdendo a partida e a classificação. Mas a verdade é que a equipe jogou desfalcada mais uma vez, o que foi uma constante ao longo do torneio. Além disso, outra verdade seja dita: não parecia uma equipe aplicada como as demais em nossos treinamentos, com muitas faltas dos jogadores - o que acabou por se refletir no momento decisivo. Uma equipe talentosa que podia ter ido mais longe, e isso foi conversado com os jogadores. Que fique o aprendizado. Valeu pelo espírito esportivo.

[Japão e Irã confraternizando antes da partida]
E chegamos então às finais da categoria sub-10. A Suíça partiu para enfrentar a fortíssima equipe de Portugal, favorita desta Copinha. Quem olhar friamente o placar vai pensar que o jogo foi uma moleza pra eles, mas nada disso: nossa equipe portou-se muito bem em quadra, com valentia! Marcou em cima, endureceu a partida, jogou com inteligência reduzindo os espaços. Terminou o primeiro tempo perdendo por 1 a 0 e o plano era conseguir um contra-ataque para empatar. Acontece que, no início do segundo tempo fizemos as substituições combinadas - e nos demos mal... o time se desorganizou, levou três gols e só aí 'entrou' de novo no jogo. Quando conseguimos estancar a sangria de gols já era tarde. Mas nada de abatimento: a Suíça foi, ao longo de toda a Copinha, uma equipe organizada e solidária, comandada especialmente por Diogo Mattos atrás e Leonardo Zagury lá na frente. Foi a única derrota em toda a competição. Palmas para todos eles - vamos ficar com esses sorrisos de recordação!

[Suíça: solidariedade e alegria em quadra]
Mas até aí, até aí (repito), nosso combalido coração estava aguentando as coisas, as vitórias e as derrotas como devem ser. Até que a Itália entrou em quadra. E aí foi demais pra nós. Senão vejamos: jogaram a semifinal e venceram a Bósnia (do treinador Helvécio Penna) com autoridade por 2x1. Digo, controlaram a partida, não passaram sufoco, podiam até ter feito mais gols. Parecia que estavam se guardando para o grande confronto final. E não deu outra. A final desta categoria, entre Itália e Portugal, já está marcada como um dos maiores jogos da História da nossa querida Copinha.

O futebol ensina demais. Vargas Llosa gosta de lembrar que é a melhor metáfora da vida. E, para além das estratégias, da tática e do palavrório dos treinadores, o que foi pedido aos jogadores foi uma coisa só: coragem. Uma final se joga com coragem. E a Itália assim o fez - à risca! Logo no início da partida um susto no poderoso rival: nosso xerifão Bernardo Pimentel invadiu a área, driblou o marcador e bateu no cantinho: 1 a 0 pra nós e explosão do ginásio, que a esta altura estava lotado e totalmente imerso nas emoções da decisão. O jogo era lá e cá, franco, com belas jogadas e chances para os dois lados - até que, com dois chutaços de meia distância (um no final do primeiro tempo, outro no início do segundo), Portugal virou o jogo. A equipe comandada pelo treinador Gustavo Lima possui artilharia pesada e farto repertório de jogadas. Um baita time!

Só que... a gente joga até o final. E aí foi isso: o coração na ponta da chuteira e a garra inequívoca dos grandes times. A Itália jogou tudo, com o coração, até o final - e foi premiada! O jogo se encaminhava para a vitória de Portugal quando, após mais uma arrancada de Davi Mesquita, eis que surge, entrando em diagonal como um raio na segunda trave, Bernardo Pessoa - e daí para as redes!! O ginásio veio abaixo! Êxtase total, uma dessas catarses futebolísticas! Faltavam 10 segundos para o fim da partida. A torcida enlouqueceu, os jogadores se abraçavam, o juiz encerrou o jogo. Confesso que ali, marejei. Mas tinha mais: precisávamos encarar as penalidades máximas.

E o futebol pode ser tão belo quanto cruel. De onde reunir forças após um clímax destes? Pois bem, lá fomos nós. O adversário converteu suas duas primeiras cobranças. Nós, também, sendo a primeira com o capitão Rafinha (que fez mais uma Copa do Mundo impecável). Daí eles marcaram o terceiro gol - nosso arrojado goleiro Antonio Lacombe fez o que pôde. E chegou a vez do artilheiro Davi. Como dizia Nelson Rodrigues, no segundo que durou sua arrancada para o chute fez-se um silêncio ensurdecedor. Expectativa pura. Davi bateu. A bola, caprichosa, subiu até bater no travessão, desceu e quicou na linha - e não entrou. Portugal venceu.

[Itália: Vice-Campeã com talento e coração]
 A Itália perdeu. Perdeu? Com a bola rolando, esse time não foi derrotado uma única vez no campeonato inteiro. Perdeu uma penalidade fortuita, que poderia ter entrado com um sopro qualquer. Não, meus caros: o sentimento não foi esse. O choro do craque Davi foi abraçado por todos. O clima no ginásio era um misto de comoção, amizade e alegria dos vencedores. Uma pitada de tristeza, mas não uma tristeza ressentida, raivosa ou abandonada. Uma tristeza de emoção genuína, que pode ser encarada, daqueles que se sentem com o dever cumprido e que, por um golpe caprichoso do destino, precisaram elegantemente dar a vez no degrau mais alto do pódio. Mas não tem nada não porque, aqui no Chutebol, a gente valoriza Vice-Campeonato sim!

Sem desespero. Quem ganha sorri e quem perde, se quiser, chora. Mas o maior ganho dessa molecada é poder encarar as dores e as delícias do esporte com um estofo emocional cada vez melhor, fazendo amigos, podendo reconhecer os méritos do adversário e alternar entre a brincadeira e a competição nestas andanças.

Obrigado às famílias pelo apoio de sempre e pela colaboração na campanha 'Adversário não é inimigo!'. No mais, é como a gente costuma dizer: Copinha é que nem Natal, tem todo ano! Até 2015!

Aquele abraço, saudações esportivas