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terça-feira, 25 de agosto de 2015

Copa Futsal 2015: Resultados da 1a Rodada

Caros (as),

A 1a Rodada da Copa do Mundo de Futsal 2015 foi muito difícil pra nós. Perdemos a maioria dos jogos. Enfrentamos equipes bem fortes - mas, como é do nosso lema, jogamos sempre com bravura, até o final! O momento da derrota é o de manter a tranquilidade, confiando nos treinamentos e nas oportunidades que virão. Sempre é possível melhorar, não é mesmo?

[Aquecimento pro jogo!]

Ficamos devendo as fotos das equipes montadas, que faremos na 2a Rodada. Na 3a Rodada, ainda, teremos um fotógrafo profissional para registrar as partidas. Seguem abaixo os resultados do último final de semana:

Bósnia 1 x 4 Holanda (sub-10)
Argentina 4 x 0 Colômbia (sub-12)
EUA 0 x 2 Peru (sub-12)
Alemanha 0 x 2 França (sub-10)
Costa Rica 6 x 1 Uruguai (sub-12)
México 3 x 7 Sérvia (sub-8)


***
> Comentários

A equipe da Bósnia começou bem a partida, mas logo de cara todos viram que o jogo não ia ser fácil: o adversário era forte e com jogadores habilidosos. Após perdermos algumas chances para abrir o placar, a Holanda fez 2x0. Nós voltamos bem no segundo tempo, fizemos 2x1, mas quando levamos o terceiro não encontramos mais forças para reagir. Na avaliação que fizemos, a Bósnia tem todas as condições de subir para buscar a classificação. 

A Argentina, com muitos jogadores acostumados à competição (a base é a atual campeã da categoria), impôs seu ritmo, controlou o jogo e, sem maiores problemas construiu aos poucos a goleada de 4x0. É time forte e apostamos que vai brigar no topo da tabela.

Os EUA fizeram um bom jogo, também. No entanto, levou gols em duas falhas de posicionamento que este tipo de competição não costuma perdoar - um escanteio e um contra-ataque sem cobertura. Mas foi realmente incrível a quantidade de bolas que chutamos em gol, tendo diante de nós um inspiradíssimo goleiro do Peru. Futebol é duro, e a bola teimava em não entrar. Pegou muito, o rapaz...

A Alemanha fez um jogo equilibrado contra a França, que era mais forte tecnicamente. Mas estivemos bem organizados, com o sistema defensivo sendo muito exigido. Em nossa avaliação foi um aprendizado muito bom os jogadores terem se mantido concentrados durante toda a partida, sem desmoronar. No fim, a categoria do adversário prevaleceu.

Costa Rica apresentou-se muito bem. Começou pressionando o Uruguai e, logo no início, abriu 2x0. O placar dilatado foi sendo construído aos poucos e, com boa atuação individual e coletiva, começou a competição com uma goleada. Deverá enfrentar uma equipe bem forte na próxima rodada.

Por fim, nossos pequenos: o sub-8 do México começou o jogo assustado. Levou 2x0 com menos de dois minutos. Estava desfalcado de dois jogadores (um deles, o goleiro). O treinador pediu tempo e lembrou: "Antes desta ou daquela tática, vocês precisam atravessar esse susto. Tem de botar o pé na bola com força e se soltar. Sem suor, não tem tática nenhuma". A turminha, que estava branca e pálida de susto, voltou à quadra em rotação mais alta: começou a ganhar dividida, chegou a encostar no placar (2x3), e jogou com a bravura que tanto gostamos. A torcida se empolgou e deu pra ver que temos um pequeno e valente time, que vai evoluir dentro da competição, podem apostar!

***
No mais, gostaríamos de agradecer pela presença de todos. Lembramos ainda que, mesmo sendo uma competição, temos o compromisso pedagógico de colocar alunos menos habilidosos para terem a oportunidade de experimentar um torneio neste nível. Para isso, há uma preparação para que, mesmo não sendo habilidoso, o jogador possa competir - pelo posicionamento aprendido nas aulas e pelas noções de solidariedade e valentia em quadra. Conjugar a vontade de vencer com o compromisso pedagógico (um não deve anular o outro) é das tarefas mais difíceis para o professor/treinador. Aliás, em todas as vezes que vencemos esta copinha, tudo se deu com a maior naturalidade: entre craques e coadjuvantes, todos participando e dando o melhor de si. É um campeonato de escolinhas - e não de clubes federados. Deste princípio, não abrimos mão. Quem tiver de ganhar, vai ganhar, podem apostar. E quem não ganhar vai aprender o que (e como) puder aprender. 

É assim que é.

Simbora!

Aquele abraço, saudações esportivas

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

1a Rodada: Copa Futsal 2015

Prezados Torcedores Responsáveis,

A bola vai rolar! Confira abaixo a equipe, a data e o horário do jogo do seu craque na estréia da Copa do Mundo de Futsal 2015!


[Chutebol levantou o caneco em 2014!]

Equipes do Clube Militar / Chutebol:

Categoria sub-8
México: [Danilo Rogozinski, Antonio Salomone, Frederico Martins, Diogo Gavinho, Arthur Storino, Antonio Ketter, Enzo Granado.]


Categoria sub-10
Bósnia: [Antonio Lacombe, Antonio Nery, Diogo Mattos, João Victor Terra, Pedro Pereira, Felipe Miranda, Felipe Ripper.]

Alemanha: [Arthur Sérgio, Rodrigo Girardi, Yan Martorelli, Victor Granado, Bernardo Mascarenhas, Rafael Protásio, Gabriel Arcalji.]


Categoria sub-12
Argentina: [Heitor Martinelli, Pedro Henrique Cardoso, Tom da Silveira, Tomás Neves, Rafael Toledano, Guilherme Burity, Mathias Sussekind.]

EUA: [Thiago Bacellar, Pedro Igreja, Rafael Alves, Rafael Martins, Josué Santana, Vicente Barone, Thomaz Miranda, João Pedro Areas.]

Costa Rica: [Lucas Moreira, João Pedro Drummond, Breno Padilha, Pedro Saulles, Bento Lima, Antonio Balesdent, Arthur Castro.]

[A Itália de 2014 fez uma final i-nes-que-cí-vel e fcou com o vice-campeonato!]

Jogos da 1a Rodada:

SÁBADO [22 de Agosto]:
14h = Bósnia x Holanda (sub-10)
15h = Argentina x Colômbia (sub-12)
15h30 = EUA x Peru (sub-12)
18h = Alemanha x França (sub-10)

DOMINGO [23 de Agosto]:
11h30h = Costa Rica x Uruguai (sub-12)
14h30 = México x Sérvia (sub-8)

*Todos os jogos no Clube Militar. 
**Comparecer uniformizado, 15 minutos antes do horário previsto.

[Foi pra galera!!]

Ripa na xulipa, pimba na gorduchinha e, se precisar, não vacile: bola pro mato que o jogo é de campeonato! Esta é uma competição muito querida pelos jogadores e, como insistimos daqui deste cantinho, o amparo do adulto (pais e professores) é fundamental nos bons e maus momentos. Procuramos preparar nossos alunos para o que der e vier. Às vezes falo assim: "Já pensaram que vocês podem perder todas as partidas de goleada?". A molecada arregala um olhão assim... "Claro, não é o que a gente quer... mas se isso acontecer, o que tem de fazer o jogador? Sair do campo ou continuar jogando até o fim?". Olhão arregalado novamente e a resposta brava, em uníssono: "Até o final!!" Pois é, aqui a gente joga até o final. Agora, pode ser que a gente vença também, e aí... é correr pro abraço!

É importante também lembrar que é uma competição entre professores amigos, aonde tentamos minimizar as diferenças de idade e força física dentro de uma mesma categoria - mas sempre podendo apreciar e reconhecer o que é do talento e do esforço de cada um, não é mesmo? Todos os professores entregam uma listagem com a idade dos jogadores para a Coordenação da competição. Alguns jogadores, por exemplo, farão (ou fizeram) aniversário no segundo semestre deste ano, passando um pouco da idade de sua categoria. Não há problema. Cada equipe pode ter 03 jogadores nesta situação, acordado por todos os profissionais. Além disso, há os casos em que um jogador acima da idade joga numa categoria mais baixa porque ainda está iniciando, vivendo suas primeiras experiências, e isso também está no acordo.

Na categoria sub-8 é uma disputa simples, de pontos corridos: ao longo de 04 rodadas (grupo único), quem somar mais pontos será o campeão. Não há um jogo decisivo, final, justamente para preservar essa galerinha, que ainda é muito nova, de um estresse competitivo acima do desejável para a idade. Nas demais categorias, existe a necessidade de terminar, ao fim das 04 rodadas, entre os 04 primeiros - para a disputa das semifinais e finais em data extra. 

É preciso ficar claro também que as rodadas são feitas por um sistema dirigido, aonde cada equipe enfrenta sempre aquela mais próxima na classificação, afim de minimizar as disparidades de uma equipe que se mostrar mais fraca ficar sempre pegando times muito fortes, por exemplo. Daí, quem for se apresentando realmente bem vai pegando os de cima da tabela, e aí dessa briga de cachorro grande costumam sair os semifinalistas. É por este motivo, aliás, que as datas das rodadas já foram divulgadas - mas o horário exato de cada jogo só pode ser divulgado com cerca de 15 dias de antecedência, dada a necessidade de conjugar horários diversos, bem como de fazer as contas certinho na tabela para saber quem joga contra quem na rodada seguinte.

Seguiremos com a campanha 'Adversário não é inimigo', que mobilizamos ano passado para que a rivalidade fique num nível razoável e civilizado - e isso começa, novamente, com os adultos. Pais quando viram torcedores; e professores quando viram treinadores têm a responsabilidade de ajudar a criança e o adolescente a conseguir usufruir da competição o melhor possível, com suas vitórias e derrotas, tipo a vida como ela é. 

Contamos com o apoio de todos para nos divertirmos, aprendermos juntos e, se der, beliscar mais um caneco... Sem mimimi nem chororô, mas podendo viver honestamente a tristeza da derrota e a explosão de alegria da vitória!

Simbora!

Aquele abraço, saudações esportivas

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Aos poucos

Prezados Torcedores Responsáveis,

Neste momento do ano cremos ser importante uma exposição sobre os campeonatos que nossos craques disputam. Para dar uma ideia da progressão e do percurso de cada um, como que vendo de cima os atalhos do campo pelos quais passeia o jogador.


As turmas mais novas, de 04 a 06 anos, não disputam nenhum torneio. Consideramos que é um período totalmente voltado para o envolvimento lúdico com a atividade que, neste momento, não consideramos necessariamente um esporte - em sua concepção competitiva. O próprio fato de os alunos disputarem pequenas partidas durante as aulas já é um estímulo de competição suficientemente bom. O livre brincar, o amadurecimento das capacidades psicomotoras e a socialização cumprem papel fundamental aí, para uma posterior aprendizagem efetivamente técnico-tática.

A partir dos 06 ou 07 anos é quando o aluno começa a participar das nossas competições, numa ideia de progressão. O primeiro torneio é o 'Torneio à Vera', disputado dentro da própria turma e com uma premiação simbólica (alguém aí comeu muito chocolate esse ano?). Ao longo de 01 mês, (normalmente o mês de Maio), no próprio dia de aula comum, as partidas valem pontos. Isso já dá aquele frio na barriga, um certo acirramento nos ânimos. Daí a importância de estar entre os seus, de poder perder e ganhar lavando roupa suja dentro da própria turma, confrontando o professor muitas vezes - lidando, enfim, com toda a sorte de acontecimentos próprios do enfrentamento. Mas tudo isso diante daqueles com os quais já se convive diariamente. Isso prepara para voos mais altos.

O próximo passo é jogar um Torneio Interno (normalmente em Junho e Dezembro). É ainda um torneio só de alunos do Chutebol, mas já é num dia especial (final de semana); estão presentes alunos das mais diversas turmas, com gente que o jogador não conhece ou não está acostumado a treinar; e tem juiz, troféu, medalha, ginásio cheio, papai na arquibancada e tudo o mais. Quem já jogou sabe como o bicho pega - mas a ideia é que, ao chegar aí, o aluno já tenha tido uma experiência positiva nas etapas anteriores para aguentar o tranco.

A partir dos 10 anos costuma ser, dentro de nossa proposta, o momento em que o aluno passa então a jogar a Copa do Mundo de Futsal - espécie de intercolegial entre diversas escolas e clubes. Algumas vezes montamos 01 equipe da categoria 08 anos, por considerar que já existem alunos em condições. Mas é no registro da exceção, não é a regra. A Copa é um evento maior, disputado ao longo de 04 meses, com jogos contra equipes de fora do Clube. Aí existem categorias (idades) de disputa nas quais o professor 'convoca' os alunos para formar as equipes que irão nos representar. Nos baseamos em alguns critérios para fazer esta 'convocação'.

Em primeiro lugar têm preferência aqueles que estão no limite da idade para cada categoria: 8, 10, 12 ou 14 anos. E, logo em seguida, a percepção, por parte do professor, da bagagem do aluno com relação às etapas anteriores, para a disputa em determinada categoria. Após tudo isso, e só após, vêm os critérios técnicos. Porque fica inviável convocar todo mundo. Não daríamos conta de administrar equipes em demasia; e não é verdade que tooodo mundo tem que jogar. Em nossa experiência, isto é ingênuo e muitas vezes prejudicial à própria criança, que não se encontra ainda em condições de jogar uma competição dura como esta sem o devido preparo.

Ao contrário, o que fazemos é abrir o jogo para toda a turma. Conversamos e explicamos tudo isso aí acima. Conversamos, em casos individuais, para saber como o aluno está se sentindo. Se for o caso, convocamos. Se não, combinamos com ele de treinar forte para disputar a tão sonhada Copa no próximo ano. Mas não jogamos o aluno num vazio. Fica aberta a perspectiva de treinar forte com os amigos, disputar os torneios internos e ter como meta jogar no ano seguinte. Neste ano agora, como de hábito, temos alunos que jogarão a Copa, que ficaram todo o ano passado treinando para isso. É uma conquista. Na imensa maioria das vezes a criança entende, porque as coisas são combinadas e ela é escutada. E não fica melindre nem mimimi porque o fulaninho vai jogar - já que é tudo aberto e feito às claras. Costumamos dizer que cerca de oitenta por cento dos jogadores a partir dos 10 anos jogam a Copa do Mundo de Futsal a cada ano. Quem não jogar num ano, fatalmente terá a preferência (até porque vai atingir a idade ideal) para o ano seguinte.

Finalizando, é preciso dizer que tudo isso é pensado, dentro de nossa metodologia, para que o aluno não se sinta desamparado ou preterido pelos professores. Ao contrário, convocar uns e não outros aponta, ao nosso ver, um respeito à singularidade e ao momento de cada um, na medida em que há um caminho a percorrer. A fantasia infantil de onipotência, no sentido de achar que dá conta de tudo, deve ter como filtro a ajuda do adulto, para que suas experiências tenham este estofo emocional ao encarar a realidade das coisas.

Um 'agora não' pode ser tão acolhedor quanto um 'vamos pro jogo!'.

Aquele abraço, saudações esportivas

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Fazer nada

Prezados (as),

O Chutebol volta às aulas nesta semana, e esperamos que todos tenham curtido bastante as férias! Afinal, já deixou de ser novidade, ou estranheza, que a vida anda corrida e que isso chega cada vez mais cedo - e mais rápido - à infância. Mais do que nunca, então: férias, pra que te quero!


Mas, pensando bem, o que chamou a atenção no finzinho de Julho, pouco antes do nosso recesso, foram alguns casos em que os pais vieram dizer que "o Zezinho não vem nesta semana porque já está de férias na escola e pediu pra ficar sem fazer nada". Sem compromisso. Nem futebol. Ficar sem fazer nada. Numa palavra: ócio. 

É claro que cada um vai aproveitar os dias de folga à sua maneira, as subjetividades são distintas. Mas não deixa de ser sintomático dos nossos tempos o pedido inusitado de uma criança que, ao vislumbrar o fim de um período de compromissos quer, digamos, descansar. Quer dizer: parece que a linha que separa a infância da vida adulta, como um período de temporalidade peculiar, já não é tão bem definida. Guardadas as proporções, a rotina infantil agora se apresenta como uma rotina de trabalho (estudos e compromissos) que precisa de descanso antes de poder brincar e se divertir. Eles, como nós, adultos.

É verdade que temos muitos cuidados com a infância: cuidados médicos, cognitivos, especialistas diversos, enfim, toda uma compreensão do que um sujeito precisa para crescer e se desenvolver de acordo com os ideais que representam seu nicho social. Isso é bom. Mas cabe a pergunta: qual é o tempo da infância? No que se diferencia da vivência adulta do tempo? É tão somente uma preparação para a idade adulta, com o preenchimento, pelo sujeito, de toda sorte de atributos que vão fazê-lo capaz de operar uma certa função social? É esta nossa escolha para a infância?

Porque se o pequeno aluno pediu, explicitamente, tempo para o ócio, (percebam, não era para brincar de bola ou de qualquer outra coisa), considero isso sinal de saúde. É tempo para o devaneio, para viver o vazio, até mesmo o tédio. Tudo soa como uma espécie de reação incontida ao tempo comprimido vivido pela meninice atual.

O amadurecimento dos potenciais da criança, para além das necessárias capacidades cognitivas, demanda um tempo próprio. Que é o tempo do brincar, do não fazer nada - até para poder imaginar, criar algo a partir desse vazio de imperativos (escola, cursinho, inglês, terapeuta etc). Quando falo em potenciais, me refiro principalmente à capacidade de ser espontâneo e criativo. Estes dois termos podem soar românticos ou ingênuos mas são, na verdade, os alicerces das melhores capacidades sociais e afetivas, e não são poucas as crianças que nos chegam carecendo de um empurrão neste sentido.

Pois bem, sem idealizar o passado, mas pensando alto: além dos cuidados dos especialistas, no que difere atualmente o tempo da criança do tempo do adulto? Esta resposta está clara para nós, hoje em dia? Ou melhor: nas condições da rotina em que vivemos, como é possível - se assim desejarmos - sustentar um tempo singular para a infância?

Aquele abraço, saudações esportivas