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terça-feira, 17 de outubro de 2017

3a Rodada: Copinha 2017

Prezados Torcedores Responsáveis,

Segue abaixo a 3a Rodada da Copinha 2017 - confira o jogo do seu craque:



Jogos da 3a Rodada:

SÁBADO [28 de Outubro]:
14h = Argentina x Uruguai (sub-12)
14h30 = Equador x Colombia (sub-12)
16h = Suiça x Inglaterra (sub-10)
16h30 = Polonia x Nigéria (sub-14)
17h = Irlanda x Gana (sub-8)


DOMINGO [29 de Outubro]:
10h = Itália x França (sub-10)
10h30h = Costa do Marfim x Austrália (sub-14)
11h30 = Espanha x Grécia (sub-10)

12h = Rússia x Japão (sub-14)
13h = EUA x Chile (sub-12)


*Não joga nesta rodada: Sérvia
**Todos os jogos no Clube Militar. 
***Comparecer com o uniforme da respectiva equipe/país, 15 minutos antes do horário previsto.

Vamos com tudo!
Aquele abraço, saudações esportivas

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Professores & crianças

Nesta semana agora serão comemorados, respectivamente, o Dia das Crianças e o Dia do Professor. O blog Chutebol tem apresentado alguns comentários nestas ocasiões e, como de praxe, juntando dois em um - dada a rotineira relação entre estes dois personagens. Tenho ficado especialmente atento à maneira como cada aluno nos percebe. Percebe a cada professor.



Papais e mamães sabem dessa percepção infantil através do cotidiano, da vida como ela é, desde quando seus rebentos vêm ao mundo. Aqueles que porventura não o saibam, estão ou brevemente estarão, seguramente, em maus lençóis. É forçoso o clichê, mas crianças são esponjas. Absorvem o mundo à sua volta.

Nesta absorção, para além das informações contidas no DNA e na própria memória familiar, existe um tremendo processo de identificação com as figuras proeminentes ao redor de cada uma delas. Por identificação quero dizer que todos nós precisamos buscar uma maneira de existir, e isso vai se dando por modelos encontrados ao redor. Primeiro para assimilar alguma maneira de ser e de fazer as coisas, depois para contestar algum ou alguns destes modelos e colocar de maneira mais incisiva algo original, próprio, pessoal. Isso nos casos mais felizes, evidentemente. 

Existem muitos casos aonde uma de duas coisas acontece: ou a pessoa cai num vazio terrível, pela recusa do adulto em estabelecer uma conexão íntima e mostrar como gosta de fazer as coisas e quais são suas regras de conduta (e muitos chamam isso, erroneamente, de 'liberdade'); ou cai numa opressão muito forte, sem espaço para que possa experimentar maneiras diferentes de existir e viver a vida. Mas vou me ater às situações mais ou menos comuns, dentro dos limites razoáveis entre tais extremos.

Voltando à questão da identificação, tenho ficado bastante impressionado em como as crianças precisam poder usufruir da figura do professor, como elemento de identificação positiva para a formação de sua personalidade. Me refiro à capacidade do professor em estabelecer uma comunicação real com a criança, no sentido de poder ser espontâneo na relação; e no sentido de ter umas poucas regras claras, simples, funcionais e ao alcance da compreeensão infantil para comandar uma turma.

A identificação positiva não deve ser confundida com um professor que tenta se mostrar perfeito, impecável em suas ações e implacável no cumprimento de regras absurdas. Identificar-se com alguém que pretende mostrar-se sem falhas humanas pode virar um verdadeiro pesadelo para a criança, ainda mais se os pais comprarem essa ideia como ideal. Algo inatingível, irreal e amedrontador. Por outro lado, um professor que busca mostrar-se evitando qualquer autoridade ou hierarquia - como se as regras e condutas morais fossem itens, digamos, opcionais na vida -, termina por jogar uma responsabilidade muito grande em cima da criança. Cabe ao adulto aplicar algumas leis quando necessário, pois isto significa que ele se responsabiliza por coisas que a criança ainda não mostra capacidade em responsabilizar-se. É uma titude afetiva, e o século XXI tem chamado a isso de 'limites'.

O professor ou a professora que consegue apresentar-se inteiro, humano e real, preservando seu lugar de autoridade sem ser amedrontador, permite à criança fazer uso da maneira de viver e de agir que o próprio professor apresenta. Identificar-se com ele ou ela sem ter que ser igual. Aprender, efetivamente, sobre o metiê e algumas formas de aprendizagem, concretizar projetos e mover-se socialmente em algum grupo. A identificação positiva à qual me refiro tem um elemento de plasticidade, que é dado justamente pela capacidade do professor em ser espontâneo, comunicando-se afetivamente com a criança (permitindo a ela ser espontânea), sem ter que sair do lugar de adulto que lhe é cabido na relação. Como são muitos os professores ao longo da vida escolar, certamente alguns vão marcando positivamente a vida do aluno e ajudando-o a estruturar sua personalidade.

(Nós, adultos, certamente lembramos de alguns professores possuidores das qualidades às quais me referi, em nossa infância. É evidente, também, que o ambiente facilita ou dificulta o trabalho ao qual me refiro, e a triste situação de muitas escolas brasileiras empurra profissionais para comportamentos estereotipados, em busca apenas de sobrevivência financeira e emocional).

No fim das contas, creio que estou falando de uma atitude amorosa: emprestar-se, para que a criança consiga fazer uso da figura do professor como for possível para ela. Seremos usados, comidos, amados, destestados, romanceados, descartados. Oferecendo, no entanto, uma maneira singular de ser e de viver.

Aquele abraço, saudações esportivas

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

16 primaveras

Prezados (as),

Na semana que passou, precisamente no último 23 de setembro, com a chegada da primavera, o Projeto Chutebol completou 16 anos! Gostaríamos de agradecer a todos os que estão - e estiveram - conosco nesta caminhada que, de verdade, só funciona com todo apoio, carinho e torcida que temos recebido. 



Para além do esporte, do futebol, o Chutebol sustenta uma ideia de infância: aquela que acredita no tempo e no brincar próprios da criança.

Contribuir com tudo isso, jogando futebol, é um privilégio e uma honra para nós! Obrigado!  =)

Aquele abraço, saudações esportivas

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Copinha 2017: Resultados da 2a rodada

Prezados Torcedores Responsáveis,

Seguem, abaixo, os resultados da 2a rodada da Copinha 2017 - com comentários. Ah, e começamos a montar nosso álbum de fotos (aos poucos teremos de todas as seleções do Chutebol)! Tem foto do seu craque, ou de toda equipe? Mande pra nós! Clique no link abaixo:


[O gol da vitória!]

Sub 10 - Suíça 2x 1 França
A Suíça conseguiu se recuperar na competição com uma atuação correta e aplicada. Em jogo muito truncado no meio da quadra, aos poucos conseguiu colocar a bola no chão e trocar alguns passes, surgindo assim nosso primeiro gol! Levamos o empate em falha de posicionamento mas, com muita persistência, o time buscou a vitória e, ao final, saiu premiado! Há pontos a evoluir, como a saída de bola pelo meio - mas foi importante perceber que, aquilo que foi treinado, foi posto em prática.


[Um balaaaço!!]

Sub 10 - Espanha 4 x 2 Bélgica
Após a primeira rodada com muitas dificuldades, a Espanha deu a volta por cima e fez uma partida muito boa, tanto individual quanto coletivamente! Sem correr riscos, o time colocou a bola no chão e conseguiu construir muitas jogadas com troca de passes. Com alteração de posição de alguns jogadores, a saída de bola melhorou, além de a defesa ter ficado com melhor posicionamento. Devemos enfrentar jogo duro na próxima rodada. Parabéns pela ótima vitória!


[A alegria da vencer!]

Sub 8 - Sérvia 5 x 0 Camarões
A equipe se recuperou da derrota na primeira rodada com ótima partida! Com segurança na defesa e boas trocas de passes, foi aos poucos construindo o placar. A equipe de Camarões lutou com bravura e não deu moleza para a Sérvia; no entanto, ao se impor aos poucos, a goleada acabou acontecendo, em especial pela atruação coletiva - com destaques individuais. Vamos tentar manter o embalo para a terceira rodada!

Sub 12 - EUA 0 x 3 Colômbia
Em dura derrota, com os jogadores rendendo abaixo de suas possibilidades, a equipe pareceu não suportar o volume de jogo adversário. O início parecia equilibrado, pois os EUA possuem bom vigor físico e chutes de meia distância. As bolas que passavam pelo meio da quadra, no entanto, começaram a não surtir mais efeito, e na realidade, ficamos sem outro recurso. O fixo adversário portou-se muito bem e anulava estas bolas de meio. O desafio da equipe será se reabilitar e conseguir opções de jogo para as proximas rodadas.

Sub 14 - Rússia 1 x 2 Nigéria
A Rússia começou a partida dominando o adversário, mas sem conseguir converter em gol as chances claras que apareciam ao longo da partida. Após muita insistência conseguiu abrir o placar, em lance de inteligência do jogador Pedro Henrique, que, na saída do goleiro empurrou a bola por debaixo das pernas dele. Após o gol, o time relaxou, e levou a virada em apenas um minuto - dois lances de desatenção. Derrota por 2x1 e a antiga lição: o jogo só acaba quando o juiz apita...


[Argentina: estreia e bom futsal]

Sub 12 Argentina 3 x 2 Chile
Com ínicio de jogo muito bom, a Argentina evoluiu as poucos em sua estreia para abrir o placar e fazer dois a zero, ainda no primeiro tempo. Com boa saída de bola, fez alguns ajustes na defesa e apresentava segurança. Levou belíssimo gol de falta do Chile no segundo tempo, mas tratou de colocar a bola no chão e fazer o terceiro. Relaxou novamente e levou o segundo gol, sofrendo pressão no final. Conversamos com os jogadores que não adianta fazer o placar e ficar 'torcendo' para que o jogo acabe, ou se resolva por mágica. É preciso manter a concentração durante toda a partida, assumindo a responsabilidade pelo resultado. Em linhas gerais, uma estreia muito boa, pela qualidade do futsal apresentado e aplicação tática!


Sub 10 - Itália 2 x 3 Holanda

A Itália jogou contra uma equipe que é considerada uma das favoritas na categoria. Vindo de derrota, prevíamos um jogo muito difícil. Começamos nervosos e levamos um gol no início. Foi necessário 'queimar' um pedido de tempo para alertar aos jogadores que, mais do que correr, se fazia necessário compreender o que estava acontecendo dentro de quadra - e ajustar o posicionamento. Este tipo de situação (alterar um comportamento coletivo) é muito difícil em jogos infantis, mas justamente aí a Itália correspondeu: aprendeu a marcar a saída do goleiro adversário, fez o gol de empate, ganhou confiança e soube jogar sem a bola, esperando os contra-ataques. Quando levamos o segundo gol não nos intimidamos, partimos para novo empate e conseguimos! A arquibancada veio junto! No final, com ótima troca de passes da habilidosa equipe da Holanda, levamos o terceiro, mas ainda tivemos a chance do empate já no apagar das luzes! A bola não entrou e perdemos a partida, mas é como conversamos com os jogadores: para nós, ficou o sentimento de termos 'achado um time', como se diz na gíria. Souberam sustentar um padrão de jogo, que aliado à bravura, permitiu uma apresentação muito boa. Houve falhas individuais, mas saíram com o sentimento do dever cumprido, de terem dado o melhor e evoluído. Este tipo de aprendizado deve encorpar a equipe para buscar duas vitórias nas próximas rodadas! 


Sub 14 - Costa do Marfim 1 x 4 Rep. Tcheca
Jogos de campeonato necessitam uma intensidade maior que a habitual. A Costa do Marfim, com jogadores acostumados à competição e que já venceram muitas partidas, parece não ter lembrado disso. Conseguiu até algumas trocas de passe interessantes no início mas, aos poucos, foi deixando se envolver pela habilidosa República Tcheca, 'aceitando' os gols levados. Buscamos mudar algumas peças, encaixar outro posicionamento, mas faltou mesmo foi saber endurecer o jogo com outra postura. No final, alguma melhora e um gol - mas será preciso ganhar confiança, para colocar o coração na ponta da chuteira e evoluir. Vamos lá!


[Goleirããão!]

***
Nos agrada a ideia de equipes que jogam com bravura. Existe uma dose de agressividade que a criança precisa poder se apropriar, algo como colocar sua força pra fora, na direção do mundo, na tentativa de vencer. Agressividade não significa violência, de tal maneira que o balizamento da primeira deve ser feito com a ajuda do adulto, para que não se transforme justamente em atitudes violentas.

A partir das experiências que temos vivido nestas competições infanto-juvenis, acreditamos que esta mesma bravura serve como pano de fundo, uma espécie de caldo emocional para encarar os pequenos grandes dramas que o esporte proporciona - o futebol, então, nem se fala... Para tudo isso funcionar, os adultos (pais e professores) precisam poder escutar os alunos, transformados em jogadores nos torneios, e ajudá-los a atribuir algum significado às experiências vividas. "Sou muito ruim?", "Sou imbatível?", "A culpa é minha?", são questões que surgem, aliados a sentimentos positivos e negativos relacionados à competição.

[Goleirããão!]

No entanto, o sentimento do dever cumprido, de ter dado o seu melhor, é algo realmente muito potente e funciona como norte moral. Nele, reside a capacidade, inclusive, para enfrentar falhas individuais, coletivas, erros do treinador... e até resultados adversos consecutivos que, queiramos ou não, existem. E podem ser cruéis. Nestes casos, nossa orientação é acatar a realidade, não enganar a criança, dar aquele abraço e repetir: "Joguem até o final!". Jogamos por nós mesmos, pelos nossos amigos, pelas famílias que nos apoiam e, claro, por amor ao futebol. A ideia de bravura faz sentido nestas condições.

Algumas vitórias podem demorar, até mais do que gostaríamos, mas elas chegam. E, quando chegam... a gente explode de alegria!

Até a terceira rodada!
Aquele abraço, saudações esportivas