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terça-feira, 30 de setembro de 2014

Copa Futsal 2014: Resultados da 2a Rodada

Prezados Torcedores Responsáveis,

Seguem abaixo os resultados da 2a Rodada da Copa do Mundo de Futsal 2014 - as fotos da competição estão no link: Álbum da Copa Futsal 2014 (clique). Ou ainda na barra direita (canto inferior) do blog.

Mande suas fotos pra nós!

[O Japão se recuperou e goleou: 4x0]

Uruguai 1x2 México [sub-12]
Peru 4x3 Paraguai [sub-12]
Espanha 2x2 Portugal [sub-10]
Itália 1x1 Suécia [sub-10]
Austrália 4x0 EUA [sub-12]
Japão 4x0 Nigéria [sub-14]
Suíça 0x0 Croácia [sub-10]

*Comentários:

Podemos dizer que os resultados foram bons, de um modo geral, nesta segunda rodada. Até agora disputamos 14 partidas na competição e perdemos apenas duas. Lembrando de alguns momentos marcantes, o Japão jogou com uma disposição e intensidade que ainda não havia apresentado, por isso venceu muito bem; que a Austrália portou-se taticamente impecável; que Espanha e Suíça jogaram bem e fizeram jogos duríssimos e emocionantes apesar do empate; que Itália e Uruguai não estiveram em seus melhores dias; e que o Peru mostrou uma boa técnica e venceu bem, mas ainda nos parece uma equipe irregular, alternando ótimos momentos com desatenção na partida. 

Agora, de verdade, o que mais importa pra nós é poder perceber evolução nos jogadores e nas equipes: posicionamento, alternativas de jogo, amadurecimento emocional. Às vezes podemos perceber maior evolução numa derrota do que numa vitória - isso em nada contradiz o desejo de vencer. O que tem saltado aos olhos é o equilíbrio do torneio este ano, e também de um nível mais alto do futsal apresentado pelos diversos times. Acredito que, por ser um evento que vem sendo realizado ano após ano, os jogadores e as agremiações vão se conhecendo, se aprimorando mais, treinando mais - e tudo isso resulta numa maior competitividade.

Uma dúvida comum dos pais é se 'pode ficar gritando com o jogador?'. O que costumamos apresentar aos alunos é que há lugares distintos no imaginário da competição: o pai vira 'torcedor'; o professor vira 'treinador'; o aluno vira 'jogador'. A fantasia entra em cena. Assim, contanto que as partes possam dialogar e se expressar, sem no entanto perder de vista o lugar de cada um, a torcida é algo absolutamente natural e desejável numa partida! O aluno/jogador vai percebendo aos poucos a importância de se ater aos combinados da equipe, e isso inclui estar lá naquele caldeirão com uma arquibancada que quer ajudar, à sua maneira. Sem problemas.

Acredito que uma questão fundamental neste cenário complexo (uma simples partida de futebol!) diz respeito a como lidar com os erros. O jogador erra, o treinador erra, o árbitro erra, o torcedor... bem, este não erra - mas também não joga. Logo, para a molecada que está lá na quadra se esforçando, com o sangue quente, é fundamental não perder a espontaneidade. Procuramos estabelecer uma proposta de jogo em cima da qual cada um possa criar à sua maneira, mantendo uma ideia de conjunto. Para o fulano carregar a bola com liberdade e criar, sicrano deve estar na cobertura - e por aí vai. Neste engrenagem se forma uma equipe.

Para cada falha de algum de nós, o que se espera dos adultos é que sejamos isso: adultos. Para que o aluno/jogador em formação possa atravessar seus desafios minimizando o medo de errar. Poder jogar, errar, se refazer, acertar. O futebol é um esporte muito duro e particularmente cruel às vezes, mas a cada grito de gol são toneladas de alegria que compensam todo um esforço.

Obrigado pelo apoio das famílias e até a próxima rodada!

domingo, 21 de setembro de 2014

Tão perto, tão longe

Caríssimos,

O vídeo abaixo é intitulado 'Innovation of Loneliness', e nos foi enviado pelo amigo Maurício Vidal, pai do craque João Antonio - que joga com a gente no Chutebol já há muitos anos. Como temos falado aqui no blog sobre questões da hiper-realidade em que vivemos (aonde as fronteiras do real e do virtual muitas vezes se confundem, e confundem a nossa cabeça), o vídeo vem muito bem a calhar. Versa sobre a sutil - mas fundamental - diferença entre a capacidade de estar só e o vazio da solidão. Paradoxo de um mundo hiper-conectado, em que a maioria de nós tem algumas centenas de 'amigos' (?) nas redes sociais. Vale muito assistir com calma e separar preciosos 04 minutos (!!) desta nossa vida corrida. Logo abaixo, para dar um caldo, um potente texto de D.W. Winnicott, psicanalista britânico que em muito inspira nosso trabalho. Aquele abraço e boa leitura!


"Quero aqui examinar a capacidade do indivíduo ficar , partindo do pressuposto de que esta capacidade emocional é um dos sinais mais importantes do amadurecimento do desenvolvimento emocional. (...) Não há dúvida que na literatura psicanalítica tem-se escrito mais sobre o medo de ficar só, ou o desejo de ficar só, do que sobre a capacidade de fazê-lo; também tem sido escrita uma quantidade considerável de artigos sobre o estado de reclusão. (...) Parece-me que a discussão dos aspectos positivos da capacidade de estar só ainda está por ser feita.

Maturidade e capacidade de ficar só significam que o indivíduo teve oportunidade através de maternidade suficientemente boa de construir uma crença num ambiente benigno. À medida que o tempo passa o indivíduo introjeta o ego auxiliar da mãe e dessa maneira pode se tornar capaz de ficar só sem apoio frequente da mãe ou de um símbolo dela. Gostaria de abordar este assunto de um modo diferente estudando a expressão 'eu estou só'.

Primeiro a palavra 'eu', indicando muito crescimento emocional. O indivíduo se estabeleceu como uma unidade. A integração é um fato. O mundo externo é repelido e um mundo interno se tornou possível. (...) A seguir vêm as expressões 'eu sou', representando um estágio no crescimento individual. Por essas palavras o indivíduo tem não só forma, mas também vida. Só pode atingir o estágio do 'eu sou' porque existe um meio que é protetor; o meio protetor é de fato a mãe (ou substituto) preocupada com sua criança e orientada para as necessidades do ego infantil através de sua identificação com a própria criança.

A seguir vêm as palavras 'eu estou só'. De acordo com a teoria que estou expondo, esse estágio seguinte envolve uma apreciação por parte da criança da existência contínua da mãe. Com essas palavras não quero dizer necessariamente uma percepção com a mente consciente. Considero, contudo, que estar só é uma decorrência do 'eu sou', dependente da percepção da criança da existência contínua de uma mãe disponível cuja consistência torna possível para a criança estar só e ter prazer em estar só, por períodos limitados. Neste sentido, estou tentando justificar o paradoxo de que a capacidade de ficar só se baseia na experiência de estar só na presença de alguém, e que sem uma suficiência dessa experiência a capacidade de ficar só não pode se desenvolver.


(...) Aceitando isso, a compreensão da importância da capacidade de ficar só segue naturalmente. É somente quando só (isto é, na presença de alguém) que a criança pode descobrir sua vida pessoal própria. A alternativa patológica é a vida falsa fundamentada em reações a estímulos externos. Quando só no sentido em que estou usando o termo, e somente quando só, a criança é capaz de fazer o equivalente ao que no adulto chamamos relaxar. A criança tem a capacidade de se tornar não-integrada, de devanear, de estar num estado em que não há orientação, de ser capaz de existir por um momento sem ser nem alguém que reage às contingências externas nem uma pessoa ativa com uma direção de interesse ou movimento. A cena está armada para uma experiência do id. Com o passar do tempo surge uma sensação ou um impulso. Nesse estado a sensação ou o impulso será sentida como real e será verdadeiramente uma experiência pessoal.

Ver-se-á agora por que é importante que haja alguém disponível, alguém presente, embora sem fazer exigências. É somente sob essas circunstâncias que a criança pode ter uma experiência que é sentida como real. Um grande número de tais experiências forma a base para uma vida que tem realidade em vez de futilidade. O indivíduo que desenvolveu a capacidade de estar só está constantemente capacitado a redescobrir o impulso pessoal, e o impulso pessoal não é desperdiçado porque o estado de estar só é algo que (embora paradoxalmente) implica sempre que alguém também está ali. Com o passar do tempo o indivíduo se torna capaz de dispensar a presença real da mãe ou figura materna. Isso tem sido denominado em termos do estabelecimento de um 'meio interno'.

(...) A capacidade de ficar só é um fenômeno altamente sofisticado e tem muitos fatores contribuintes."


[Adaptado de 'A capacidade para estar só' - In: 'O ambiente e os processos de maturação' - Donald Woods Winnicott, 1958]

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Copa Futsal 2014 - 2a Rodada

Prezados Torcedores Responsáveis,

Segue abaixo a tabela da 2a Rodada de Jogos da Copa Futsal 2014 - contamos com a sua torcida!

[A Austrália vai em busca da vitória!]

Confira a equipe e o jogo do seu craque:

Sábado, 27 de Setembro:
14h = Uruguai x México [sub-12]
14h30 = Peru x Paraguai [sub-12]
16h30 = Espanha x Portugal [sub-10]
18h = Itália x Suécia [sub-10]


Domingo, 28 de Setembro:
10h = Austrália x EUA [sub-12]
13h30 = Japão x Nigéria [sub-14]
14h = Suíça x Croácia [sub-10]

*Local: Clube Militar
**Comparecer uniformizado, 15 minutos antes do horário previsto.

Aquele abraço, saudações esportivas e vamos com tudo!


segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Copa Futsal 2014: Resultados da 1a Rodada

Prezados Torcedores Responsáveis,

A 1a Rodada da Copa do Mundo de Futsal/2014 foi uma grande festa! Uma dureza a cada jogo, que exigiu muito suor da molecada - como sempre! Então seguem abaixo nossos resultados nos jogos deste último final de semana:

[A Espanha goleou: 4x0]
Resultados da 1a Rodada:

Itália 6x0 Alemanha (sub-10)
Suíça 2x2 Bósnia (sub-10)
Peru 2x2 EUA (sub-12)
Austrália 3x3 Paraguai (sub-12)
Japão 1x4 Irã (sub-14)
Espanha 4x0 Rússia (sub-10)
Uruguai 4x1 Equador (sub-12)

*Comentários:

É realmente muito interessante poder observar as diversas aprendizagens dos jogadores - dos mais antigos aos mais novinhos. E o que ficou marcado nessa primeira rodada foi uma coisa muito legal: nossas equipes apresentaram uma ótima capacidade de reação. Senão, vejamos: Suíça, Peru, Austrália, Japão e Uruguai saíram perdendo suas partidas logo no início. Sendo que os três primeiros por diferença de dois gols, logo de cara.

Ora, se já em equipes profissionais é algo que exige muito do atleta o poder de superação num momento adverso, que dirá de crianças e adolescentes que não treinam para o desporto de rendimento. Assim que, das sete partidas que disputamos, começamos perdendo em cinco delas. Claro, ficou aí também outra mensagem: estamos entrando nas partidas desatentos (ou talvez muito nervosos, né? Dá um gelinho na barriga danado aquele ginásio cheio...). 

Fizemos tudo como sempre: uma boa conversa antes, um aquecimento sem bola, depois com bola - mas o fato é que, se não começamos muito bem na maioria das partidas, os jogadores puderam dar um show na recuperação levando a jogos emocionantes, em que poderíamos também ter vencido. Aliás, o Uruguai, no vira-vira, emplacou uma bela goleada!

No fim das contas, consideramos boa nossa estreia. Colocamos em quadra o que treinamos: acertamos e erramos como sempre - mas com uma tremenda vontade de vencer! Agradecemos às famílias pelo apoio e pelo carinho e, no final de Setembro, tem mais!

*Não deixem de mandar as fotos para postarmos em nosso álbum na web!

Aquele abraço, saudações esportivas